terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O PLURALISMO RELIGIOSO E O IMPACTO DO CRISTIANISMO

Quando Paulo escreveu uma carta para a igreja de colossos (colossenses), ele se deparou com alguns problemas doutrinários que estavam ocorrendo naquela igreja, onde destaco um: os colossenses estavam procurando o sentido da religião, o desejo eficaz de ter relacionamentos certos com o Poder que se manifesta no universo. Era o almejo de penetrar mais nos mistérios do cosmo e, ao mesmo tempo de proteger-se contra más influências. Desta forma, a plenitude de Deus, segundo tal pensamento, é distribuída por uma série de emanações do divino, estendendo-se do céu até a terra (tipo de neoplatonismo). Estes rebentos da divindade deviam ser venerados e homenageados como “espíritos elementares” ou anjos, ou deuses, que habitavam nas estrelas, pois regem o destino dos homens e controlam a vida humana, e detém no seu poder a entrada no reino divino. Cristo, então, seria apenas um deles. Portanto, Cristo para eles só era uma das emanações do divino, e um dos espíritos elementares; algo parecido com pluralismo religioso dos dias atuais (que diz que Cristo só é mais uma caminho). Todavia, Paulo escreve mostrando a supremacia e individualidade de Cristo, especialmente no capítulo 1.15 – 29 onde ele mostra a glória da pessoa e da obra de Cristo. Assim nesse contexto ele vem tecendo sobre Cristo como Deus e Criador, Líder da igreja e Sua obra reconciliadora. Enfatizo os versículos de 20 – 23, onde mostra que pela morte e sacrifício de Cristo é que pode haver a reconciliação nossa com Deus. E é só por meio dEle que pode haver e não por mais nenhuma religião/crendice, pois Ele é o único caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6).

O pluralismo considera fundamental a diversidade da verdade, tornando a mesma relativa. Logo, a verdade é relativa, ou seja, não existe uma única verdade (verdade absoluta), porém existem várias verdades que são expressas no indivíduo e na cultura. Portanto, a objetividade (que procura a verdade e é imparcial) se torna um subjetivismo (que é às representações individuais da consciência) fazendo com que a verdade seja particular e pessoal. Isto foi construído em cima de dois pressupostos que são: (1) O estruturalismo, que se opõe ao conhecimento separado, sendo que todos os conhecimentos têm que estar juntos para construir algo (como o organismo biológicos, que para funcionar e existir tem que ter todos os órgãos funcionando juntos e não separados), sendo assim para a sociedade viver em harmonia e estruturada os conhecimentos diversos têm que viverem juntos, não sendo um maior que o outro, e depois disso há a formalização. Portanto, as religiões são membros do mesmo organismo que devem ter suas verdades juntas e não maiores umas das outras; e (2) O desconstrucionismo que ensina que existem infinitas possibilidades de sentido em um símbolo, seja social, seja religioso. Por conseguinte, a religião pode ter mais que um significado, logo, pode ter mais que uma verdade. Tendo os dois como primícias, começa o pluralismo que no âmago religioso vai ensinar que existem várias opções e verdades religiosas, e que todas levam para o céu no final (exemplifico com a maçonaria e o espiritismo), além disso, informa que não tem uma doutrina ou religião mais verdadeira do que a outra. Porém, opondo a esse sistema, adoto o monismo que relata que só existe literalmente uma doutrina da unidade, isto é, uma única verdade, a verdade absoluta. E no âmago da religião essa única verdade é Cristo Jesus, como já vimos no parágrafo acima. Além disso, o sistema filosófico do pluralismo religioso vai contra o LNC (lei da não contradição), pois quando falam que a verdade é relativa, implicitamente dizem que não existe verdade, porém se não existe verdade, isso significa que também não existe nenhuma afirmação verdadeira, portanto a própria afirmação de que não existe verdade não é verdadeira e é plural.

Um exemplo histórico que podemos citar que defendia a verdade relativa são os sofistas. O que importava para eles é que a verdade de alguém deveria ser defendia com boa retórica, persuasão e discurso. Eles tentavam unificar as diferentes visões do mundo, mas sua própria defesa ao relativismo impedia essa virtude. Com isso temos um ótimo exemplo, que mesmo quando queremos colocar a verdade como relativa para unificar o mundo (estruturar e formalizar) faz com que o mesmo continue do mesmo jeito, isto é, separado; pois como vamos querer unificar um mundo que tem idéias e pensamentos diferentes? Grandes filósofos atacaram as ideologias sofistas, dentre eles foram Sócrates, Platão e Aristóteles, o último relatou que o sofismo é “a arte da sabedoria aparente.”

Infelizmente nossa cultura global, influenciada pelo individualismo do pós-modernismo tem adotado o pluralismo com todo o seu conjunto (desconstrucionismo, dualismo, subjetivismo e estruturalismo), e assim tem até lançado sua doutrina religiosa do universalismo unitário (todos serão salvos no final). Porém não se esqueçam que só em Cristo há Salvação e não tem como ir para o Pai e para o Céu, se não for por ele (Jo 14.6; At 4.12). E quem não confessar Cristo como o único caminho, irá perecer e sofrer eternamente. A verdade bíblica é única, e é por ela que devemos deixar nossa doutrina crescer e fortificar, e não por esse pluralismo desenfreado e controlado pelo tempo pós-moderno (Rm 12.2).

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A CRISE DE IDENTIDADE DA IGREJA PÓS – MODERNA

Começo esse texto com o trecho de um famoso texto bíblico: E não sede conformados com este mundo (Rm 12.2a). A palavra “mundo” citado nesse texto, encontra-se no texto como “aioni” que é derivado de “aion” que no presente texto tem o significado de “período de tempo”, “idade” e “geração”, isto é, implica ao sistema em que tem vivido o presente tempo. Diante disso, quando Paulo fala para não se conformar com este mundo, ele se refere que não se deve conformar-se com o presente tempo em que o mundo tem vivido.

Com isso mente, acredito que a crise que a igreja tem passado nos tempos pós-moderno é porque a mesma tem se conformado com ele, ou seja, ela tem se adaptado ao seu estilo de vida, se adequado ao seu modo de pensar e se configurado aos seus padrões, princípios e valores. Sendo assim a igreja tem se ajuntado aos fundamentos inexistentes da pós-modernidade, trazendo para o seu âmago a verdade relativa, dessa forma destronando os princípios inabaláveis da fé cristã, que são suas doutrinas e dogmas. Além disso, tem que engolir o individualismo desse tempo, aceitando sua ideologia, onde as pessoas pensam que não prestam mais contas de suas atitudes para a comunidade em que vivem, colocando essa forma de pensar em cima do que a bíblia ensina sobre a comunhão dos santos. Sabe-se que o príncipe desse tempo é o diabo (Ef 2.2), o qual tem utilizado o seu reino para acabar com a igreja de Cristo, todavia, existe uma promessa para a igreja quando ela se posicionar e atacar, essa promessa é que “as portas do inferno não se prevalecerão contra ela (Mt 16.18)”, isto é, se a igreja de Cristo começar a avançar contra as ideologias e ensinamentos pós-modernos, apregoando as suas bases de fé e assim, também vivendo-as, os pós-modernismo não trazerá mais as crises que tem trazido (deve-se atacar os seus pressupostos errôneos, porém, o que estiver de correto nele, deve ser usado para contextualizar a mensagem da salvação, como já tem feito alguns).

Durante os tempos históricos vemos que a igreja passa pelas crises, mas sempre surgem grupos (remanescentes) que lutam para a mesma vencer tais crises. Exemplifico com os movimentos pré-reformistas. Como já é sabível, na época da idade medieval a Igreja Católica Apostólica Romana tinha abandonado muitos princípios bíblicos e lançado a mão para práticas pagãs e antibíblicas, além disso, estava havendo imoralidade de alguns pontífices. Em meio dessas situações caóticas surgiram movimentos como os Valdenses (condenando o purgatório e as indulgencies), os Catáros/Albigenses (buscando uma pureza espiritual, sendo que partiram para certo radicalismo), os Petrobrussianos (rejeitavam a missa e apregoavam sobre o matrimônio dos padres), os Lolardos que foram seguidores de John Wycliffe (pregou sobre a suprema autoridade das escrituras, a igreja como verdadeira e o conjunto de eleitos, e o questionamento do papado e da transubstanciação), outros que foram influenciados por essas idéias foram os Hussitas (seguidores de John Huss) e os Taboritas. Todos esses grupos citados colaboraram para que viesse ocorrer um avanço da igreja de Cristo sobre os caos que estavam vivendo, que foi a Reforma Protestante, liderada pelo monge Martinho Lutero. Ninguém imaginava que o romanismo pudesse ser vencido com suas práticas que viam das potestades do ar, contudo quando a verdadeira igreja de Cristo se levantou e lutou pelo que é correto “as portas do inferno não prevalecerão”.

Portanto, se a igreja de Cristo quer vencer essa crise que o pós-modernismo tem trazido de uma forma global, ou seja, atingido a maior porcentagem da cultura mundial, ela tem que seguir o imperativo principal do texto de Mt 28.19 “fazei que todas as nações se tornem discípulos (BDJ)”, sabendo que “nações” nesse texto tem a conotação de “tribos”, “raças”, “povos” e “línguas”, em suma, “grupo de pessoas”. Isto é, deve ensinar e influenciar a cultura global em sua diversidade tribal a viver conforme a cosmovisão/metanarrativa bíblica, ou seja, mostrar através da globalização a forma como a igreja enxerga o mundo e como se deve viver nele, discursando o fundamento universal e a estrutura da vida segundo o conceito das Escrituras. Desta forma usando o contexto como ferramenta e lutando para que as ideologias pós-modernas não entrem na igreja, porém que as doutrinas cristãs entrem no mundo, pois se assim não for, a tendência é piorar, como escreveu Darrow L. Miller: se a igreja não discipular as nações, as nações discipularam a igreja. Modificando-se para o conceito que esse artigo esta propondo fica assim: se a igreja não discipular o pós-modernismo, o pós-modernismo discipulará a igreja. Algo que já está sobrevindo…
Maurício Montagnero

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Integridade e Política

“É ainda mais trágico quando o povo... se preocupa mais com o desempenho do trabalho de um representante eleito (o que ele faz) do que com sua integridade (o que ele realmente é).”
(Norman Geisler e Peter Pocchino)


Encontramo-nos em época de eleição. Em um tempo onde somos desafiados a escolher um novo governo para o nosso país. Ficamos em dúvida em quem voltar (quando nós voltamos em alguém, pois na situação em vivemos muitos de nós preferimos anular os votos). Diante disso acredito que nessa época devemos que parar para refletir em vários aspectos da vida do político candidato a algum cargo, dentre esses aspectos destaco nesse presente artigo a integridade.

Mas o que é integridade? Minha definição acerca dela (haja vista que não é uma definição relativa, porém aceita pelo senso comum) é: atitudes/pensamentos retos e honestos diante dos padrões das leis existentes, leis essas que podem ser “positivas” (que são as leis criadas pelos governos locais) e “naturais” (que são as leis que todos os seres humanos têm em sua consciência, sem ter aprendido da mesma, pois vieram diretamente de Deus). E é sobre a última que eu quero refletir. Ela tem relação com a lei moral, a qual controla o nosso instinto a fazer o que é certo, pois os seres humanos têm consigo dois instintos, um que os levam a fazer o que é errado, e o outro que os levam a fazer o que é certo. E a lei moral que habita em nós, nos leva a realizar o que o instinto certo indica, quando atentemos a mesma.

Com isso em mente vamos trazer a sua aplicação para a política e para os políticos. Vivemos em um tempo estarrecedor em épocas de eleição, pelo motivo de preferirmos em votar em projetos, em nomes destacáveis, em ibope e etc... Não vejo problemas nesses fatos, ou que eles sejam maus, porém acredito que os mesmos deveriam estar submetidos a outro critério quando escolhemos nossos candidatos, que é o critério de postura, caráter, ética e integridade dos mesmos diante as leis tanto dos nossos governos, como especialmente do nosso Deus (lei natural). Por exemplo, como posso querer voltar em um candidato que vai “realizar” 1001 maravilhas para o nosso país, se o mesmo pretende em liberar o aborto e o homossexualismo? Ou também, se o mesmo tem uma vida cheia de atitudes imorais como: seqüestro, assaltos, roubos e estelionatários? Todas essas práticas são abomináveis diante as leis naturais, logo, abomináveis por Deus. Talvez o amado leitor pense: Mas é que esses candidatos não conhecem a Deus ainda, é por isso que têm tais idéias. Todavia vejo dois erros nessa afirmação: (1) Não só porque não conhecem a Deus, agora vão ter o direito em colocar as leis do Criador abaixo da ideologia deles; e (2) Eles não conhecem a Deus, no entanto, existem dentro deles as leis naturais e morais que mostram o que é certo e errado, e quando os mesmos não aceitam ouvir e seguir tais leis, estão se opondo ao Criador, ou seja, a Deus.

Amado leitor, tenha como primeiro critério em procurar partidos e políticos compromissados com as leis de Deus (leis naturais), mesmo que esses não conheçam a Deus. Homens e mulheres que vivam a integridade das leis naturais. Não procure por algum dito cujo que faça ou que fez, todavia não tenha integridade. Contudo vote certo e vote consciente, segundo os critérios das leis de Deus. Encerrando esse artigo deixo que o amado leitor medite nas palavras do Apóstolo Paulo aos romanos, que nos ensina acerca da lei natural e moral, que todos (salvos e não salvos) têm:

“Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados. Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os”
(Rm 2.12 – 15/ACF)
Maurício Montagnero

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Refutação da refutação da minha refutação...

Anos atrás li um artigo em relação ao beijo, que eu resolvi refutar, por algumas questões legalistas. O autor do artigo resolveu se manifestar, refutando minha refutação no começo desse ano. Só fui ver alguns meses depois tal refutação, e respondi a mesma, e enviei para ele acreditando que ele iria publicar minha segunda refutação no site dele, porém ele não publicou... Esperei o tempo passar e hoje estou postando minha refutação da refutação da minha refutação.

A refutação do autor do artigo, da minha refutação se encontra nesse link: http://www.geracaobenjamim.com/modules/smartsection/item.php?itemid=96

Jeff, você tentou refutar minha refutação sobre o artigo: Mais sexo um beijo! Então aqui vai um texto refutando sua refutação sobre a minha refutação... Espero que você publique o mesmo.

Para melhor compreensão de nossas divergências em relação à temática, estarei colocando parte do seu texto que irei refutar (em itálico), e embaixo a refutação...

Como que alguém que se chama de “filho de Deus” iria querer defender algo que obviamente não se encaixa dentro do que nós chamamos de Santidade ao Senhor?

Primeiro: Não questione se alguém é filho de Deus ou não só porque a posição do mesmo não é igual a sua. Isso é legalismo!
Segundo: Mostre-me biblicamente onde beijar é falta de santidade ao Senhor... Melhor, me explique o que é santidade ao Senhor...

Talvez esteja tentando justificar algo que está ou estava praticando na vida dele

Esse “talvez” que você usara no inicio da frase foi cabível, mas seria mais cabível se você nem tentasse adivinhar o que está passando na vida de uma pessoa, só porque a mesma adota um posicionamento diferente do seu. Isso é antiético!

Eu senti uma ira pensando em tantos jovens que podiam ser influenciados por uma besteira dessa.

Não pretendo influenciar ninguém com essa “besteira”, mas só abrir o olho do leitor para uma vida de firmeza doutrinária, e não de falsos ensinamentos que são ditos bíblicos, como vocês têm feito...

Ou quem sabe outros jovens que só precisavam de alguém para ajudar eles ignorarem os toques do Espírito Santo dizendo que não está certo e liberar tudo de uma vez por todas.

Primeiro: Você não pode dizer que eu ignoro o toque do Espírito Santo, pois você não me acompanha diariamente e ministerialmente...
Segundo: Não pretendo liberar tudo de uma vez por toda, mas só ensinar qual é a santidade que a Bíblia exige, e, não, como vocês, impor minha ideologia!

O negócio não era tanto sobre o beijo sendo um ato sexual ou não, mas se é pecado ou não.

Acertou na mosca! Parabéns! Então segue a lógica que talvez ficou obscura no artigo:

O ato sexual fora do casamento é pecado,
O beijo não é ato sexual,
Logo, o beijo não é pecado.

Eu temo pelo que vejo hoje em dia na igreja. Houve um tempo em que os crentes foram conhecidos como Puritanos, hoje está muito longe disso.

Também temo o que vejo nos dias de hoje na igreja. E acredito que a receita é a mesma que os Puritanos (já que você citou os mesmos) usaram, que não é só a pureza espiritual, mas, sim, também a doutrinária.

Mas, então, vamos fingir que a opinião de Deus acerca de pecado não é importante.

Isso não se faz nem por fingimento! Falta de temor...

“Contato sexual que pode levar a ‘foreplay’ (passar mão e tocar em áreas geralmente consideradas privadas).” O que seria isso? O que vem antes de passar mão? Será que um beijo se encaixa aqui? Deixando o óbvio de lado. Vamos avançar. Obviamente um ato sexual não se limita ao ato do sexo, e isso nos leva a primeira pergunta citada na “refutação”: “Se o beijo é um ato sexual porque ele “pode” me levar ao sexo”? Ou como ele mais tarde cita, “Pense nisso: se o beijo é um ato sexual porque leva ao sexo, então ele deixa de ser ato sexual...” Como??? Bom, tentando evitar chamar alguém de burro, vamos pensar sobre a pergunta que é nada mais do que isso. “Como algo pode ser um ato sexual se me leva ao ato do sexo?” Na verdade a pergunta nem faz sentido, pois existem muitos atos sexuais que podem ser feitos que levam ao sexo sem ser sexo. Isso é meio óbvio. Passando mão seria considerado um ato sexual que pode levar a sexo. Masturbação mútua seria considerado uma ato sexual que pode levar a sexo. O beijo é uma expressão sexual, ou ato se quiser, que pode levar ao sexo. Todos são atos sexuais, sem ser o próprio ato de transar.

Nesse parágrafo mostra-se a dificuldade com compreensão de texto que você tem... Primeiro, o dicionário diz que a “foraplay”, a maturbação e o orgasmo são os atos sexuais, e não o beijo! Se o beijo conduz ao ato sexual é outra história, mas o próprio não é ato sexual. E repetindo o que eu falei no artigo, que acredito que você não prestou atenção, o beijo pode vim antes do passar a mão, mas o que vem antes do beijo? Vamos supor que é um abraço. Então seguindo a lógica de vocês, devemos considerar o abraço um ato sexual!

Diante as suas respostas a minha pergunta, sinto lhe dizer que você não conseguiu realizar! Os exemplos que você citou como “masturbação”, “passar a mão” já são considerados sexo/ato sexual como o próprio dicionário que você utilizou ensina. Foi realmente bom você tentar evitar de me chamar de burro. Pois o que você seria, se não conseguiu compreender a expressão, e nem responder minha pergunta?

O beijo não é um ato sexual! Você ainda não me provou ao contrário, nem com uso de dicionário...

Gostaria de até colocar algo extra aqui. Muitos pegam essa idéia do beijo fora do casamento sendo pecado e se defendem dizendo que é “um ato de carinho”. Bosta! Essa é a minha resposta. É uma montanha de bosta. Se é um ato de carinho, então devemos fazer com todos que merecem nosso carinho. E eu nunca vi um cara beijar a sua avó ou sua mãe, ou seu amigo da mesma maneira que beija a sua namorada.
E com certeza se existe alguém que merece carinho do filho, essa é sua a mãe ou sua avó. Mas sabemos que é uma mentira. Todos sabem que é muito diferente a maneira de como um rapaz beija o rosto da sua mãe e como ele beija a sua namorada. Mas, qual é a diferença do que estamos falando? Vai me falar que é somente carinho e não algo sexual? Mentira. Carinho é carinho. Mas carinho com toques sexuais é meio óbvio, e o beijo se enquadra nessa. É uma expressão sexual. E dizer outra coisa é mentira. Se duvida disso, faz o seguinte a próxima vez que estiver com sua galera, dê um selinho na boca da namorada do seu amigo ou namorado da sua amiga e veja se vocês continuam como amigos. Melhor, tentar explicar que não era nada além de um ato de carinho. Melhor ainda, tenta dar um beijo na boca do seu amigo ou sua amiga. É ruim!

Acredito que você viu que eu não usei esse tipo de argumento. No entanto, pense que existem expressões de carinhos diferentes, com pessoas diferentes, para ocasiões diferentes... Não seja ignorante!

Partindo para algo extra também, te oriento em não usar essa expressão: Bosta. Talvez não seja um palavrão, mas como um ministro do Senhor se faz necessário ter algumas posturas éticas...

Agora, vamos manter o curso. O nosso refutador logo depois aborda um monte de resultados negativos relatados ao sexo e faz uma colocação como se fosse eu culpando o beijo, pois falei numa parte que quase todas às vezes começa com um beijo. Não querendo dizer que não houve pensamentos antes, mas querendo mostrar que na maioria dos casos de gravidez e estupro, etc., rolava o beijo antes do resultado. Ninguém falou que era o resultado do beijo como foi argumentado, “Com isso não podemos fazer uma comparação de causa e efeito com o beijo e essas conseqüências que foram feita pelo sexo genital”. Dizer que algo começou com outra coisa, não é a mesma que declarar que a primeira causou a segunda. Posso comprar mil cigarros e morrer saudável. Mas, se fumo um deles, posso morrer de câncer. No mesmo se eu não tivesse comprado os cigarros eu nunca teria fumado, e é bem provável que não morreria de câncer. Comprar foi o ato que veio primeiro, o começo, mas não foi a causa, a causa foi fumar. (Eu não fumo só para vocês saberem). E assim eu não culpo o beijo por nada, mas apenas menciono que o que rola no “namoro santo” hoje em dia e os maus resultados geralmente COMEÇA com o beijo, sem culpar ele. A refutação feita por ele era pra dizer se o beijo é pecado ou não e aqui vemos o argumento fugindo do seu propósito declarado.

Então você não colocou o beijo como causa? Então acredito que você precisa atualizar aquele artigo, pois não é que o mesmo ensina implicitamente.

E agora como você me diz que não culpa o beijo, sendo que você declara que o mesmo é pecado?

Citando ele: “Repito, todas essas conseqüências foram trazidas pela falta de domínio próprio”. Com isso eu concordo, mas discordo de onde devia ter começado. Eu digo antes de beijar, outros dizem depois. Tem até um pregador safado por aí na nação que encoraja os rapazes de colocar as suas mãos dentro da blusa da sua noiva antes de casar para estar familiar com a área e não se assustar na noite da lua de mel. Ó nação, onde estamos indo??? De qualquer jeito, eu aposto que Deus ficaria do meu lado. Domínio próprio começa antes do beijo e não depois. Se não quer viciar em craque, nem comece a fumar maconha.

Acredito que o domínio próprio pode ser utilizado depois. E que se ficar sem beijar, deve ser como atitude prudente, e não como falta de domínio próprio/pecado.

Esse pregador que você citou, realmente foi infeliz em sua abordagem. Pensando em você e nele, vejo um ótimo exemplo de legalismo (Rm 7) e libertinagem (Rm 6)...

Continuando, “Por exemplo, Davi teve um ato sexual com Bete-Seba, pois ele deitou com ela e não porque olhou (apesar de ter pecado também, pois olhou premeditando o ato)”. De novo eu concordo com ele. Davi pecou antes quando olhou e pensou. Vamos dizer que o beijo depois com ela então não era??? Claro que ele estava beijando uma moça casada, mas talvez eles fossem bons amigos e era uma mostra de carinho.

Só um inocente usaria essa ironia sua diante o contexto inteiro. Vemos claramente porque ele a beijou!

A verdade é que o “carinho” do beijo é algo reservado somente para casamento. Não tem nenhuma razão certa de mostrar carinho por meio de algo que é sem nenhuma dúvida uma expressão sexual fora do casamento.

Você não mostrou biblicamente e nem com o dicionário que você utilizara que o beijo é carinho só para o casamento/uma expressão sexual... Para de querer impor sua ideologia e seja mais biblicista...

Agora, nós somos obrigados a voltar ao argumento velho e banal, “Onde está escrito na Bíblia que o beijo é pecado?”... Bom, a Bíblia não fala em nenhum lugar que o beijo é pecado. Está bom. Está liberado então, também está liberado fumar maconha e se masturbar e um monte de outras coisas que a Bíblia não cita por nome...

Por esse argumento ser considerado velho e banal é que vemos as várias heresias e várias imoralidades serem criados nos seios da igreja... A maconha não está liberada, pois a bíblia ensina implicitamente que a prática da mesma é pecado, como assim também a masturbação... Mas agora a bíblia não ensina em nenhuma parte implicitamente que o beijo é pecado...

Vamos para algumas perguntas para melhorar sua interpretação ao texto que você usou, para depois querer fazer as aplicações:
1 Ts 4.1 – 8: Quais são as instruções do versículo 2? O que santificação e imoralidade sexual do versículo 3? O que são os desejos sexuais depravado dos incrédulos do versículo 5? O que é ser santo e ser honroso do versículo 4? O que não é ser impuro no versículo 7? Quais são os pecados que Deus vai condenar os homens que o apóstolo já avisou do versículo 6?

Rm 13.11 – 14: O que significa a expressão ”obras más das trevas” do versículo 12? O que significa orgias, bebedeiras, imoralidade sexual do versículo 13?

Lembra em responder essas perguntas não com suas ideologias, mas diante o contexto integral, maior e menor do texto. E preferivelmente veja também o pano de fundo!

então faz o seguinte, leva o seu beijo com sua namorada ou seu namorado para Deus e pergunta a Ele opinião Dele. Se Ele disser que esta errado, então pare. Se Ele disser que está tudo bem, então repreende o anjo da luz fingindo ser Ele.

Deus já me revelou sua vontade nas Escrituras... A opinião Dele já está expressa nas Escrituras, e eu já estudei a temática diante as Escrituras, e não vi nenhuma condenação, logo está tudo bem, e não preciso repreender isso, pois é a própria revelação especial Dele que me mostra que não está errado...

“A antropóloga, autora de livros sobre sexualidade, amor e diferenças de gênero no cérebro, disse que beijar representa pouco mais de 90% das atividades sociais dos seres humanos e também é um instinto natural para estimular os mecanismos da reprodução. "Quando beijamos, vemos, cheiramos, sentimos o outro. A saliva do outro contém quantidades de hormônios que são um indicador de sua personalidade. Ao beijar, o cérebro fica ativo. Cinco nervos levam mensagens do que estão sentindo. É realmente uma ferramenta de avaliação muito poderosa", disse Helen Fisher.

A pesquisadora dirigiu uma série de estudos baseados em imagens do cérebro e afirma que, quando uma pessoa beija outra, tem acesso a três sistemas cerebrais primários utilizados para a união e a reprodução: a conduta sexual, o amor romântico ou apaixonado e, em terceiro lugar, o afeto. Segundo Fisher, o beijo ativa diferentes reações químicas que estimulam os três sistemas. Quando beijamos impulsionados pelo amor romântico, uma parte do cérebro enlouquece e se comporta "como se estivesse sob os efeitos da cocaína". "O amor romântico é um impulso poderoso que vem do motor da mente, da área responsável pelas dependências", afirma a antropóloga.

Fisher acredita que "as reações químicas cerebrais causadas pelos beijos estão presentes na 'paquera', mesmo que não sejamos conscientes delas". O estudo assegura que um simples beijo aumenta a pulsação do coração de 70 batimentos para cerca de 150, o que força o bombeamento por parte do coração de um litro de sangue a mais, pois as células pedem mais oxigênio para trabalhar. E este aumento da taxa de oxigenação auxilia o metabolismo celular”.


Em nenhum momento ela diz que é um ato sexual... Mas uma vez você tenta força um texto para querer provar sua ideologia falaciosa... Preste atenção, o beijo ESTIMULA/IMPULSIONA, ou seja, ele leva a alguns dos sistemas mencionados, mas não é o amor romântico, a conduta sexual ou o afeto em si... Como eu já disse, o beijo deve ser evitado por prudência, e não porque ele é um ato sexual/pecado, pois não é...


“Durante o beijo, seu corpo libera ‘neurotransmissores’ (mensageiros químicos no cérebro) como num exercício intenso, pulando de pára-quedas de um avião ou correndo por uma longa distância. O coração bate mais rápido, até 150 pulsos por minuto em comparação aos normais 70, e a respiração se torna mais trabalhada e irregular” Science World (07/02/2003).
• Os lábios têm a pele mais fina no corpo humano e tem mais neurônios sensórios do qualquer região do corpo, mas do que até própria genitália. Assim, uma metade dos neurônios craniais influência o beijo liberando um dilúvio de mensagens e químicas que criam as intensas sensações eufóricas e os sinais vitais sobre o potencial sexual e de parceria.
• O prazer do beijo pode estar ligado ao fato do tato labial ser duzentas vezes mais sensível do que o tato nos dedos.
• Os corpos das pessoas, enquanto ocorre o beijo, produzem substâncias 200 vezes mais poderosas do que a morfina em termos de efeito narcótico. É por isso que um casal pode sentir euforia ou êxtase durante um beijo.

Em nenhum desses textos diz que o beijo é um ato sexual... Só diz quais são as reações que ele causa... É difícil de entender isso?

É uma droga: durante o beijo, são liberadas ondas dos neurotransmissores norepinefrina, dopamina e feniletilamina, que se ligam aos receptores do prazer no cérebro. Elas geram as mesmas sensações de euforia que as pessoas têm quando riem, fazem exercícios físicos ou tomam drogas como cocaína e heroína.

Se seguir sua lógica estapafúrdia, digo então que fazer exercícios físicos, rir e usar droga podem ser atos sexuais também...

85% da sua sensibilidade sexual estão na sua boca.

Sensibilidade e ato são palavras e expressões diferentes... Sendo assim, sensibilidade sexual não é o mesmo que ato sexual... Existem abraços entre namorados que se tornam sexualmente sensíveis, mas isso não quer dizer que eles realizaram sexo...

O assédio sexual do homem de Canadá não ocorreu por causa do beijo, mas porque ele agarrou e tentou obrigar alguém fazer algo que não queria em relação à atitude que desperta sensibilidade sexual...

Se for seguir a lógica de que o estatuto italiano considera um beijo o ato sexual, pare para pensar quantas nações não consideram o mesmo como ato sexual, e daí vamos ver quem está com a razão...

Em relação que você relatou sobre andar com Espírito, acredito que o mesmo ocorre com meditação e estudo da palavra, com oração. E a palavra não condena a prática do beijo... Como você com sua mentalidade tenta impor, mentalidade essa humana e não espiritual...

Encerrando essa parte quero realizar duas ponderações: 1° Deus não está ao lado dessa ideologia sua, como você propôs no começo. Pois Deus só anda com ideologias fundamentadas biblicamente. 2° Ser santo não significa deixar de beijar, mas é muito mais do que isso. É abster-se do que a bíblia realmente ensina; e ter um viver de servo na casa do Pai... 3° Vamos voltar para uma verdadeira espiritualidade... Fundamentado na bíblia e não em nossas ideologias radicais, legalistas e que se tornam demoníacas.

Gostaria de relatar que o artigo que eu elaborei como refutação não foi para defender minhas práticas, como alguns comentaram na parte dos comentários... Mas foi elaborado com uma preocupação contra o radicalismo anti – bíblico que tem tentado entrar para nosso meio.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

IGREJA E RESPONSABILIDADE SOCIAL

Antes de vermos a responsabilidade social da igreja, devemos que saber o porquê que nossas sociedades vivem em situações tão precárias como a pobreza, a fome e a miséria.

Apesar de eventos desastrosos serem bons motivos e boas respostas, como: a guerra, secas e inundação; tem também outro lado da moeda. Esse outro lado é que a pobreza é a conseqüência de uma visão de mundo que as pessoas têm sobre a vida e assim se comportam. Segundo o Maurício Cunha, a Bíblia ensina que a pobreza apesar de ser conseqüência da queda do homem, é, também, a maneira de ver e viver a vida. Assim realmente ensina a parte A do versículo 7 do capítulo 23 de Provérbios.

Porém, disso que vimos nessas linhas devemos que nos perguntar: Qual é a postura que a igreja deve tomar para mudar toda essa situação? Eu gostaria de meditar em um texto muito famoso, que é o milagre de Jesus na multiplicação dos pães e peixes (Mc 6.30 – 44). Aqui nesse texto vemos dois princípios interessantes que a igreja pode aplicar para cumprir sua responsabilidade social.

O primeiro princípio é de que, como Jesus tomou a providência em multiplicar pães e peixes para dar para o povo comer, assim a igreja deve que tomar a atitude de agir socialmente para matar a fome e a miséria do povo, ou seja, dar o peixe para eles. Vemos que Deus sempre agiu em favor desses, podemos ver isso nas leis do Pentateuco que são as leis da rebusca (Lv 19.9 – 10; 23.22; Dt 24.19 – 21) e o ano do Jubileu (Lv 25.8 – 34). Vemos também na literatura profética (Isaias, Oséias, Amós e Miquéias). Vemos ensinamentos de Jesus acerca disso como a parábola do bom samaritano (Lc 10.30 – 37) e a história do grande julgamento (Mt 25.31 – 46). Também vemos essa preocupação na igreja primitiva em Atos 6.1 – 7 e em Tiago 1.26 e 27. Realmente vemos na Bíblia a preocupação de Deus por esses.

Todavia o segundo principio que eu vejo e destaco-o é no versículo 34. Como Jesus teve a compaixão e ensinou o povo, assim à igreja deve tomar a responsabilidade de ensinar os necessitados em uma nova forma de ver o mundo e lutar para se levantarem na vida, ou seja, ensinar a pescar. E aqui eu faço contra – ponto com que eu disse na introdução. Se quisermos que os pobres, famintos e miseráveis sejam ajudados, nós como igreja devemos que ensiná – los a visão cristã. Ensiná – los que os trabalhadores são dignos de seus salários (1 Tm 5.8) e que uma nação que Deus é o Senhor será feliz e próspera (Sl 144).

E acompanhando a idéia de Darrow L. Miller a igreja deve tomar três atitudes para ajudar a comunidade carente e se levantar diante esse segundo principio. Primeiro deve proclamar o evangelho; segundo deve renovar a mente, ou seja, pensar cristãmente em todas as áreas da vida; e por último discipular a sociedade. A promessa de que a nação seria bendita já estava em Abraão (Gn 12.3), e aqueles que crêm em Jesus são descendentes espirituais de Abraão (Gl 3.7). E o nosso mandado é discipular as nações (Mt 28.19), fazendo-as se tornarem discípulas de Cristo e assim filhos de Abraão, se tornando dessa forma benditas. A benção do Senhor sobre a vida em sua totalidade!

De modo nenhum quero pregar a favor da Teologia da Prosperidade ou da Libertação, porém, quero salientar que a igreja tem que ajudar o seu próximo, e que os servos de Deus com uma cosmovisão moldada pelas escrituras têm uma vida em que dar para viver bem e sem miserabilidade. Como o próprio Calvino acreditava que a situação econômica do homem pode ser restaurada pela renovação espiritual da criatura, assim devemos que acreditar e pregar também.

Maurício Montagnero

BIBLIOGRAFIA:

LEITE, L.C Antônio; CARVALHO, V.R de Guilherme; CUNHA J.S Maurício. Cosmovisão cristã e transformação social. Espiritualidade, razão e ordem social. Editora Ultimato. Viçosa, MG; 2006.

MILLER, L. Darrow. Discipulando Nações. Editora FatoÉ. Cuiritiba, PR; 2000.

terça-feira, 11 de maio de 2010

CRISTIANISMO E CULTURA

Devemos que entender que o cristianismo é uma religião que não simplesmente oferece um plano de salvação para uma vida após a morte, mas, sim, como uma religião que abrange a totalidade do individuo até o social e da religião até a cultura.

Quando Deus criou o homem juntamente criou o ambiente. E deu um imperativo ao homem, que podemos ver como um “mandamento cultural” (Gn 1.26 – 30). Porém, quando o homem se rebelou contra Deus, o ambiente, ou seja, o aspecto cultural que estava em volta do homem foi prejudicado (Gn 3.14 – 19). Essa rebelião trouxe dano ao homem e às suas obras.

Agora só há uma maneira de a cultura ser levantada de novo, que é se converte - lá ao Criador novamente. Mas como isso é possível? Em Mt 28.18 – 20, Jesus deu uma ordem aos seus discípulos. Interessante notar que no original grego a ordem não é “fazei discípulos”, mas, sim, “discipulais as nações”, ou como coloca a Bíblia de Jerusalém “fazei que as nações se tornem meus discípulos”. Antes de continuar devemos que entender que nação não é simplesmente um território, mas, também é povo, tribo, língua e raça. Ou seja, uma cultura/sociedade pode ser considerada uma nação. E o nosso dever diante do texto citado é discipular a cultura, ou seja, ensinar os princípios bíblicos e a cosmovisão visão cristã para determinada cultura.

Destaco o que eu escrevi por último. A igreja de Deus deve ensinar sua cosmovisão para a cultura que está inserida, para uma transformação. Pois a forma de como vejo o mundo influencia como vivo nele. Por exemplo, dois povos têm uma visão diferente sobre a terra da palestina. Um acredita que a terra é maldita, quando o outro acredita que ela é abençoada. A parte da terra que pertence ao povo que acredita que ela é maldita está em caos e em plena feiúra. Agora a parte da terra que pertence ao povo que acredita que ela é abençoada está prosperando e a terra está bonita. Visões diferentes de mundo para uma mesma terra, com isso houve resultados diferentes.

Agora quando a igreja discípula a cultura em que ela vive com a cosmovisão cristã, irá influenciar o conjunto de princípios e costumes daquela cultura, ou seja, influenciará a sua ética que se adaptará aos ensinos da palavra. E influenciando a ética e se adaptando aos ensinos da palavra mudará o modo de viver daquela cultura. E é interessante notar que se a igreja se posicionar em trazer a cultura de volta para o Criador, através do ensinamento e da construção da cosmovisão cristã, o reino de Deus será estabelecido em tal cultura.

É importante notarmos isso, que o reino seja estabelecido na cultura, pois se querermos uma cultura de paz, alegre e justa, precisamos tomar essa iniciativa de estabelecer o reino de Deus, pois ele é um reino de paz, justiça e alegria no Espírito Santo (Rm 14.17).

Concluindo, recapitulo tudo que foi dito. Se quisermos que uma cultura seja cristianizada, precisamos estabelecer o reino de Deus em tal cultura, com o ensinamento e construção da cosmovisão cristã em tal lugar, discipulando assim essa cultura e trazendo-a novamente para os braços do Criador. E há algumas crenças dessa cosmovisão visão que devem se destacadas como: O valor da vida humana, pois o homem é imagem semelhança de Deus; a cultura pode ter a intervenção de Deus e a aplicabilidade da inteligência do homem, assim pode-se construir uma história; a responsabilidade pessoal e social de cada ser – humano; igualdade entre as pessoas, sem discriminação; crer em uma verdade absoluta que é Deus e a práxis de sua palavra; e que o homem é mordomo de Deus e assim trabalha para Deus na cultura e ambiente em que vive.

Maurício Montagnero

BIBLIOGRAFIA:

LEITE, L.C Antônio; CARVALHO, V.R de Guilherme; CUNHA J.S Maurício. Cosmovisão cristã e transformação social. Espiritualidade, razão e ordem social. Editora Ultimato. Viçosa, MG; 2006

WINTER, D. Ralph; HAWTHORNE, C. Steven. Missões transculturais, uma perspective cultural. Editora Mundo Cristão. São Paulo. 1997.

MILLER, L. Darrow. Discipulando Nações. Editora FatoÉ. Cuiritiba, PR; 2000.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

MAIS SEXO: O BEIJO – REFUTAÇÃO A ESSE ARTIGO –

Li um artigo com o seguinte nome: Mais sexo: o beijo (http://www.geracaobenjamim.com/modules/smartsection/item.php?itemid=38). Para entendermos melhor o que o autor quis ensinar, podemos sistematizar em uma seqüência de lógica que seria assim:



O beijo é um ato sexual.
O ato sexual só deve ser feito no casamento.
Logo, o beijo é pecado.


Haja vista que eu montei essa seqüência de lógica segundo as respostas das perguntas que o próprio autor elaborou.


Em olhar para essa seqüência de lógica vemos que ela é “bem elaborada”, todavia, se rompermos a sua premissa A o restante da lógica se torna uma falácia, ou seja, se mostrarmos que o beijo não é um ato sexual o restante do argumento cai por terra.


A articulação do autor em seu artigo para relatar que o beijo é ato sexual é argumentar que foi através do beijo que o sexo é consumado e uma vez que o sexo é consumado aparece a gravidez na adolescência, as doenças venéreas e estupro no namoro. Porque o beijo acende o fogo e leva a sensualidade.


Contudo, eu leio isso e fico meditando. Se o beijo é um ato sexual porque ele “pode” me levar ao sexo, eu devo também considerar que um abraço com a namorada é um ato sexual porque ele também ativa os nossos hormônios (especialmente os homens), que nos leva ao beijo que nos “levaria” ao sexo. Ou então eu devo considerar que se eu ficar conversando com a minha namorada é um ato sexual, pois no momento em que eu converso como ser - humano (e homem) com a minha bela namorada eu tenho vontade de beijá-la que depois me “levará “ para o sexo.


Outra coisa que podemos imaginar é um seguinte. Se a menina ficou grávida na adolescência, ou estuprada pelo namorado, ou houve doenças venéreas foi simplesmente pelo ato sexual genital que eles cometeram, e isso sim é conseqüência da falta do domínio próprio que eles tiveram. Com isso não podemos fazer uma comparação de causa e efeito com o beijo e essas conseqüências que foram feita pelo sexo genital. Mas como eles começaram o sexo genital? Não foi pelo beijo? Claro que sim! Mas como eles começaram o beijo? Por qualquer motivo que eles começaram nós devemos que “culpar” esse motivo pelas doenças venéreas, pela gravidez e pelo estupro no namoro, seja pelo abraço, ou pela conversa ou pelas trocas de olhares. Repito, todas essas conseqüências foram trazidas pela falta de domínio próprio. Por exemplo, Davi teve um ato sexual com Bete-Seba, pois ele deitou com ela e não porque olhou (apesar de ter pecado também, pois olhou premeditando no ato).


Podemos deixar notório também que o beijo não pode ser considerado ato sexual do ponto vista bíblico, pois em nenhuma parte da bíblia isso é exposto ou ensinado, são somente opiniões humanas. Tenta me mostrar na bíblia tal doutrina, mas, por favor, não force o texto e tenha princípios interpretativos.


Salienta-se também que do ponto de vista científico o beijo não é um ato sexual. Não me venha com o argumento em que a ciências também não aprova a criação, mas, sim, a evolução, pois esse argumento não cola. Porque quando a ciência diz isso ela vai contra a bíblia, mas em relação ao beijo ela não vai contra a nada.


Pense nisso: se o beijo é um ato sexual porque leva ao sexo, então ele deixa de ser ato sexual...


Com vimos as afirmações feitas pelo autor, em declarar que o beijo é um ato sexual são falaciosas, tornando o resto da sua linha de pensamento falacioso. Mas é bom notar também que os textos bíblicos que ele usou não têm nada haver com a questão do beijo.


Concluindo, eu relato que seria mais inteligente e correto fazer a colocação que deve se evitar o beijo como uma atitude prudente, para não cair no pecado. Mas simplesmente como uma atitude prudente, e não condená-lo como pecado e muito menos como ato sexual, pois isso deixa de ser uma exigência de vida em santidade e se torna um radicalismo segundo pensamentos de homens (Mt 23.4).

Maurício Montagnero.